Notícia

POLÍCIA MILITAR

Polícia Militar do Estado de Alagoas
Sexta, 25 Março 2022 07:45
CONHECIMENTO

“Direitos Humanos e Segurança Pública: Mecanismos de interação” é tema de seminário em Maceió

Evento continua nesta sexta-feira e é promovido pela PM-AL juntamente com MPE, Semudh e CEDDH-AL

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Oficiais e praças da capital e interior acompanham o evento Oficiais e praças da capital e interior acompanham o evento

Com o tema central “Direitos Humanos e Segurança Pública: Mecanismos de interação”, o seminário promovido pela Polícia Militar de Alagoas juntamente como o Ministério Público do Estado (MPE), a Secretaria de Estado da Mulher e Direitos Humanos (Semudh) e o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos (CEDDH-AL) iniciou na noite dessa quinta-feira (24).

O evento ocorre do auditório da Uninassau, no Farol, em Maceió. Na plateia, estavam oficiais e praças de unidades operacionais da Capital e do interior de Alagoas.

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A mesa de abertura foi presidida pelo Comandante Geral, Coronel Wellington Bittencourt acompanhado da gestora da Semudh, Secretaria Maria José da Silva; do promotor de Justiça Dr. Magno Alexandre Moura; do Diretor de Ensino da PM-AL, Coronel Marcos Sampaio; do corregedor Geral, Coronel Jefferson Clayton; do Comandante de Policiamento da Capital, Coronel Carlos Luna; do Chefe do Estado-Maior Geral, Gerônimo do Nascimento; pelo Chefe do Centro de Comunicação Social da Polícia Militar de São Paulo (PMESP), Coronel Robson Cabanas – este, convidado especial e palestrante. Completando a mesa de honra, esteve o Tenente-coronel Olegário Paes, presidente da Assomal Associação dos Oficiais Militares De Alagoas (ASSOMAL).

Em seu discurso, o Coronel Bittencourt falou sobre a presença da tecnologia como algo indispensável na rotina do ser humano. “O uso consciente de ferramentas tecnológicas facilitou a vida e se transformou também em um aliado indispensável no cotidiano. Na atividade policial militar não é diferente. Acompanhar esta evolução se tornou um imperativo do qual não podemos abrir mão. Seguimos então quebrando paradigmas, lembrando que dentro da farda existem cidadãos passíveis de erros como todo ser humano, mas cobertos pelos acertos e pelo uso da técnica e da força, quando necessário, sempre pautados na legalidade”.

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O Comandante geral completou: “Somos uma Polícia que se destaca no cenário nacional pela expressiva redução da criminalidade. Os números evidenciam o valor e a honra da farda que vestimos. A adoção dessas câmeras não visa o mero controle da ação policial, mas temos certeza que ensejará na reflexão por parte da sociedade. Para que o cidadão também entenda seu papel e sua postura”.

O promotor Magno Alexandre fez um resgate da cronologia da adesão das chamadas “bodycams”, lembrando que a comissão alagoana foi até São Paulo, para entender o funcionamento dentro da maior polícia do país e como os resultados têm sido positivos para a sociedade, para a instituição e para o próprio policial militar. Voltando-se para o contexto da PM em Alagoas, o promotor, entre outros aspectos, enfatizou a importância de agir com responsabilidade: “As ações da Polícia devem revelar o nível de profissionalismo e eficiência com que atua. O uso da bodycams protege o bom policial e certamente vai fortalecer o controle interno, necessitando cada vez menos do controle externo”, considera o promotor.
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“Nossa polícia foi a primeira a ganhar um prêmio nacional de direitos humanos. Precisamos de um olhar diferenciado, pois não é fácil estar na linha de frente. Quanto ao uso das câmeras, trata-se de um instrumento para cooperar com a proteção do policial e da população civil. Precisamos abraçar a tecnologia e entender sua potencialidade para proteger e a secretaria está à disposição para cooperar com este trabalho” destacou a gestora da Semudh.

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A experiência da PMESP


Legitimidade e transparência foram dois termos evidenciados pelo palestrante ao falar sobre o uso das câmeras corporais. “Não se trata de um sistema para apurar questões disciplinares. O objetivo é garantir segurança à integridade física, jurídica e moral do policial militar e oferecer transparência de suas ações à sociedade", pontuou o Coronel da PMESP.

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Ela traçou um panorama entre os anos de 2014, quando São Paulo começou a prospectar a tecnologia até o ano de 2021 com o uso inicial em 15 batalhões. O palestrante apontou erros e acertos ao longo do caminho de implantação até chegar ao modelo atual: fruto de uma evolução pautada em estudos aprofundados e estratégias. 

2º Dia

Durante a manhã desta sexta-feira (25), o Coronel Cabanas, que possui doutoramento em Segurança Pública, com tese voltada à implementação de câmeras corporais por policiais militares, deu continuidade à palestra, trazendo as funcionalidades, métricas e relatórios feitos através das ações com utilização das câmeras corporais.

 

O Oficial Superior da PMESP ainda trouxe ocorrências da Corporação coirmã com o usos das também chamadas body cams, onde o equipamento ajudou a comprovar a legitimidade das ações realizadas pelos militares.

 

Também participaram do encerramento o promotor Magno Alexandre, que é Mestre em Direito em Teoria Jurídica e Política do Estado, Presidente do CEDDH/AL e Conselheiro do Conselho Estadual de Segurança Pública (Conseg) e o Comandante-geral da PM, Coronel Wellington Bittencourt, que é graduado em Filosofia pela Universidade Federal de Alagoas; em Psicologia, pelo Centro Universitário Cesmac; e em Logística pela Unopar e possui diversas especialidades no campo da Segurança Pública.

 

Homenagens 

Durante o seminário o Coronel Bittencourt recebeu do palestrante uma medalha comemorativa da PMESP como forma de homenagem. O Comandante Geral também entregou um certificado em agradecimento ao Coronel Cabanas, pela contribuição e ensinamentos repassados aos presentes, e ao Promotor Magno Alexandre, por todo o trabalho em apoio à Briosa.